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    Imagem ilustrativa de projeto feito com o uso de BIM
BIM no Governo

Opinião | Prof. Dr. Eduardo Toledo Santos, Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica - USP

A Modelagem da Informação da Construção (BIM – Building Information Modeling) continua avançando no mundo, deixando de ser prática dos mais inovadores e se tornando, cada vez mais, a boa rotina.

O ano de 2017 será de expressiva importância para a consolidação e o avanço do BIM no Brasil. Temos expectativa de publicar novas normas técnicas sobre BIM, viabilizar o lançamento dos Guias BIM e da plataforma de componentes BIM da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, inaugurar a versão para português do BIM Dictionary, instalar  um capítulo brasileiro da buildingSMART, realizar a segunda edição do Prêmio de Excelência BIM e de vários eventos comerciais e acadêmicos sobre o tema.

No entanto, nada tem mais impacto na adoção do BIM num país quanto a adesão do governo. Em várias pesquisas com não-usuários de BIM, quando perguntados sobre a razão da não adoção, a resposta mais frequente é: “o cliente não pediu”. O cliente mais impactante para o setor da Construção é o Governo e, se este passa a solicitar BIM, não pode ser ignorado sob pena de não se participar de expressiva, quiçá a maior, fatia do faturamento do setor.

Justamente sob este ponto de vista, o ano de 2017 promete grandes conquistas. As licitações de obras públicas demandando BIM nos estados do Sul têm progredido e, em São Paulo, empresas estatais como Metrô, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM e Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE avançam seus programas de implantação de BIM. Mas, talvez, a ação mais importante neste ano seja a implementação do acordo federal de cooperação sobre BIM assinado em dezembro de 2016 com o Reino Unido, que propiciará ao governo brasileiro acesso ao know-how desenvolvido no processo de implantação do BIM que ocorre desde 2012 naquele país, e que culminou na exigência de adoção em todas as obras públicas britânicas em 2016.

Outros desenvolvimentos a nível federal, como a inclusão da exigência de BIM na atualização da Lei 8.666 de Licitações, certamente trarão grandes movimentações sobre o tema no País, quem sabe chegando até o grande público.

Para quem ainda não está preparado, a melhor reação será sempre a que transforma ameaças em oportunidades. O primeiro passo na modernização e inovação das práticas é o mais importante. Vamos, com o BIM, trazer a Construção para o século XXI.