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    Pesquisas no Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME) do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP | Crédito imagem - fonte: vídeo ConstruInova 2019 .
Unidade EMBRAPII de Materiais para Construção Ecoeficiente

“Ter uma Unidade EMBRAPII é um reconhecimento de excelência em pesquisa tecnológica aplicada”, assim define o professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica, Rafael Pileggi, ao falar sobre a primeira Unidade EMBRAPII (Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) da Universidade de São Paulo – USP, credenciada de modo pioneiro em 2015 para desenvolver projetos de inovação em parceria com empresas na área de conhecimento sobre Materiais para Construção Ecoeficiente. Vale destacar que o credenciamento da primeira Unidade EMBRAPII da USP foi fruto de décadas de trabalho realizado em colaboração com empresas por um grupo de professores da Escola Politécnica, do qual fazem parte: Vanderley John, coordenador da Unidade EMBRAPII; Liedi Legi Bariani Bernucci, atual diretora da Escola Politécnica da USP; Rafael Pileggi, do Departamento de Engenharia de Construção Civil; José Tadeu Balbo, do Departamento de Engenharia de Transportes; Túlio Nogueira Bittencourt e Marcos Massao Futai, ambos docentes do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica, sendo que o professor Futai foi reconhecido e apoiado pela diretoria da Escola Politécnica, representada à época pelo diretor José Roberto Castilho Piqueira. Isso significa que a Unidade também foi importante para a criação dos mecanismos e regulamentos de funcionamento de outras unidades EMBRAPII que atualmente já estão em funcionamento na USP, “o nosso grupo abraçou este trabalho junto à reitoria”, explica Pileggi. Hoje, no total já são quatro unidades na Universidade. A Unidade de Biocontroladores e Processos Biotecnológicos no Manejo Sustentável de Pragas Agrícolas, da ESALQ; a Unidade de Biofotônica e Instrumentação, do Instituto de Física de São Carlos e a Unidade Tecnogreen, do Departamento de Engenharia Química, esta também na Escola Politécnica, completam o seleto time das unidades EMBRAPII da USP.

Pesquisas no Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME) da Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP | Crédito imagem - fonte: vídeo ConstruInova 2019. Clique aqui

A Unidade EMBRAPII de Materiais para Construção Ecoeficiente da Escola Politécnica da USP é fruto do pioneirismo de professores do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP, em conjunto com professores dos Departamentos de Engenharia de Transportes, e Engenharia de Estruturas e Geotécnica.

Criada em setembro de 2013, a EMBRAPII é uma Organização Social mantida por uma parceria entre os Ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia. Sua missão é apoiar instituições de pesquisa tecnológica de acordo com áreas de competência específicas e temas relevantes de interesse previamente definidos em sintonia com a agenda nacional relacionada ao macro tema da inovação. O objetivo é alavancar a execução de projetos de desenvolvimento de pesquisa tecnológica inovadores, sempre em cooperação com empresas que atuam no setor industrial brasileiro.

“Trata-se de um esforço nacional para induzir projetos de inovação tecnológica em cooperação com as universidades e as empresas que atuam no Brasil”, acredita o professor Pileggi. Inspirada em um modelo alemão, a EMBRAPII investe em mão de obra e custeio para que as universidades e suas respectivas unidades de pesquisa possam utilizar infra-estrutura própria e assim, em seus laboratórios já existentes, por exemplo, desenvolvam novos projetos e estudos para o desenvolvimento de novas tecnologias a serem aplicadas na indústria. A iniciativa permite maximização do uso recursos humanos e físicos de modo a gerar resultados mais efetivos, tanto do ponto de vista da viabilidade e segurança para a aplicação de novas tecnologias na indústria, como do ponto de vista da excelência do conhecimento gerado. A EMBRAPII credencia unidades já reconhecidas por possuir forte atuação nas áreas de interesse de novos projetos, bem como já tenham experiência e histórico de atuação em parcerias com empresas e em projetos de captação de recursos para alavancar o desenvolvimento tecnológico na indústria brasileira. Para o professor John, o ganho mais expressivo é exatamente a possibilidade de estreitar contatos com as empresas, absorvendo conhecimentos e ideias, transformando os conhecimentos gerados em riqueza da sociedade. Adicionalmente, cada unidade EMBRAPII gera um fluxo constante de recursos que permite aumentar a equipe de pesquisadores e especialistas altamente qualificados e que não pertencem ao quadro das universidades. “Os alunos em pós-graduação e graduação também podem participar e ganhar a experiência de trabalhar em colaboração com a indústria, em uma vivência que resulta na formação de um novo profissional, com atuação diferenciada e mais plural”, explica John. Desta forma, ao terminar o mestrado ou doutorado, o pesquisador pode continuar atuando na universidade, muitas vezes com a oportunidade de estar contratado em período integral. A universidade também pode contratar especialistas do mercado para colaborar em projetos.

Pesquisas no Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME) da Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP | Crédito imagem - fonte: vídeo ConstruInova 2019. Clique aqui

Periodicamente, a EMBRAPII lança editais com chamadas direcionadas às instituições sobre os novos temas e seus respectivos focos de interesse, assim cria oportunidades para possíveis candidaturas e credenciamentos de novas unidades. O critério principal para se candidatar é comprovar, além da excelência em pesquisa na área de conhecimento específico relacionado ao tema de interesse e experiência em trabalhar com projetos de inovação aplicada nas empresas, o valor que o grupo de profissionais que integram a nova candidatura já captou em projetos similares aos desenvolvidos em unidades EMBRAPII, sendo considerado o período dos últimos cinco anos. A EMBRAPII também faz visitas in loco para conhecer a estrutura dos laboratórios postulantes e conhecer pessoalmente os professores envolvidos em novas candidaturas. “Eles investem em pesquisas de acordo com a necessidade da indústria brasileira no momento”, aponta o professor Pileggi. Uma vez aprovada, uma nova unidade passa a funcionar como uma unidade de pesquisa e desenvolvimento. É necessário estruturar um grupo de profissionais 100% dedicados, uma administração profissional independente, um núcleo responsável por elaboração e comercialização de projetos, tudo montado com estrutura própria, passando efetivamente a operar tal como um núcleo empresarial que realiza negócios de modo independente da estrutura maior. Estabelece-se, portanto, uma rede composta por várias unidades EMBRAPII em todo Brasil.

O modelo do orçamento seguido nas unidades EMBRAPII é composto por três partes: a verba da empresa que contrata a pesquisa; a parcela de apoio, sem retorno da EMBRAPII; e a terceira parte, são os recursos não financeiros da universidade, que disponibiliza seus equipamentos, seu espaço físico, seus técnicos e as horas trabalhadas pelos docentes. A parcela da EMBRAPII não pode ultrapassar 1/3 do total da carteira de projetos de cada unidade. Dentro destes limites a negociação é realizada entre a universidade e os clientes. Desta forma o estado, por meio de uma unidade EMBRAPII assume parte do risco da inovação, o que torna os projetos mais atrativos para as empresas.

“Já contabilizamos diversos contratos assinados em 2018, tendo atingido a meta prevista junto à EMBRAPII”, comemora Pileggi, “Estamos em processo de expansão, novos projetos capitaneados pelos docentes de todos os Departamentos da Escola Politécnica da USP são bem vindos em nossa Unidade”, ele conclui. Somado ao reconhecimento da excelência em pesquisas e geração de conhecimento no âmbito da USP, a iniciativa, nas palavras do professor John é para a Universidade uma oportunidade de “retribuição à sociedade, um procedimento de aceleração da economia do país no médio e longo prazo”.