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Professor Rafael Pileggi concede entrevista ao JN, sobre como fabricantes têm feito investimentos e mudado procedimentos para atingir a meta da chamada neutralidade nas emissões de carbono até 2050


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Na indústria do cimento, fabricantes têm feito investimentos e mudado procedimentos para atingir a meta da chamada neutralidade nas emissões de carbono até 2050. Esse assunto se tornou tema de reportagem no Jornal Nacional, veiculada recentemente, que teve o professor Rafael Pileggi, docente do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, entre os entrevistados.


Segundo a reportagem, atualmente, no Brasil, a indústria do cimento responde por 2,3 % das emissões totais de CO2 produzidas pelo homem, percentual abaixo da média global, que é de 7%. Boa parte dessas emissões vem do combustível fóssil que ainda é o mais comumente usado para aquecer os fornos: coque de petróleo. No contexto, fabricantes têm buscado alternativas seguras e graduais justamente para substituir o coque de petróleo, entre as quais se destaca a opção pelo uso de pneus velhos que seriam descartados.


"Hoje nós utilizamos 75 milhões de pneus [usados que seriam descartados], esses pneus, se enfileirados, são capazes de dar uma volta inteira no eixo da Terra. Isso dá uma dimensão do esforço, volume, e da escala que essa indústria requer para a redução das emissões de CO2", diz Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP - Associação Brasileira de Cimento Portland, também entrevistado.


Diminuir a quantidade do clínquer no cimento, sem prejudicar a resistência que esse elemento traz ao produto final, é outro desafio relevante que foi abordado na reportagem. Na busca por soluções, o professor Pileggi esclarece que projetos e pesquisas focados em desenvolvimento de produtos inovadores para atender às demandas industriais estão cada vez mais presentes nas universidades. Ele aponta que atualmente já é possível conceber estruturas mais leves e reduzir o uso de recursos que não contribuem com a meta da neutralidade. Também ressalta que usar menos clínquer para fabricar o cimento, bem como menos cimento para o concreto e menos concreto na "parede", de modo seguro, já tem se revelado um objetivo possível em trabalhos que têm sido realizados sob a sua coordenação. 


Com a participação de Mariana Moura, diretora de pessoas e cultura da Cimento Nacional, e de Luciana Oliveira, diretora técnica do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, a matéria atenta para a importância de elaborar estratégias e soluções que viabilizem melhorias desde a fábrica do cimento até a obra pronta. 


🎥 Confira a reportagem na íntegra. Acesse: https://lnkd.in/dvYj4ngS

 
 
 

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